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CAFÉS E ELEIÇÕES PARTE II

Peço desculpa, mas não consegui resistir. Mais uma vez e após as eleições, o que temos??? No mínimo 4 vencedores. São eles - PS (note-se o único vencedor, porque foi aquele que teve mais votos) - CDS - BE - PCP (Curioso, porque este, dos partidos com assento parlamentar, foi o que ficou em último…Haaa, já percebi…. Foi também um bom resultado para o PCP, porque teve mais votos do que o MRPP. Mas cuidado, olhem que eles já tiveram 50.000 votos. Estão quase a apanhar-vos. Como se não bastasse por ter ultrapassado a barreira dos 50.000 votos vão passar a receber uma subvenção do Estado. Espectacular. O nosso Estado já tinha pouco onde gastar o dinheiro… A lógica da política está invertida (sim isto explica muita coisa…). Ganham 4, perde 1. Lá está nas europeias foi a mesma coisa, apenas perdeu o PS, ganharam todos os outros. Nem vale a pena votar para as autárquicas, já sei, vai perder um e vão ganhar todos os outros. Resumindo 4 vencedores e um vencido. Agora percebo, porque é qu...

...Nobel da Economia....

Nobel?!!!! Quem eu?!!!! Não, mas podia ser, senão vejamos:) "Continuamos a acreditar que a maneira para sairmos da crise é estimular o consumo privado (não falo do público, porque esse é mais controverso). Mas qual consumo??? Então não é de conhecimento geral que as famílias estão sobre endividadas?" Lembram-se de eu ter escrito isto. Pois é 2 dias depois leio no twitter do “Economico”, que no decorrer de um seminário na Finlandia, o Prémio Nobel da Economia, Sr. Dr.Paul Krugman, fez a seguinte afirmação: “ O problema é que isto é uma crise financeira global. Como é que podemos ter uma recuperação liderada pelas exportações, a menos que encontremos outro planeta para onde exportar? Não vêm as semelhanças???!!É só extrapolar a minha afirmação das familias para as exportações e já está…simples eficaz e eficiente. Pois, fico muito contente em saber que o colega Krugman é um leitor assiduo e atento do meu blog. Coincidência…talvez, …, ou talvez não…. E já agora valia a p...

Recuperação ou Ilusão???

Ora cá estamos novamente, e para falar da tão esperada retoma, ou recuperação económica. Parece-me, e falando a sério, prematuro falar em qualquer um dos termos anteriores para descrever o momento económico que atravessamos. Primeiro estivemos À beira do fim do mundo e agora estamos qual phenix, a renascer das cinzas. Calma….Muita calma….. inspirem….., expirem…… Sim vivemos um momento complicado e sem precedentes na história económica e financeira, só possível porque os Srs. Banqueiros e financeiros tornaram-se vítimas de um sistema por eles montado e que durante muitos anos lhes deu muito dinheiro a ganhar (paletes de dinheiro). Ora se havia altura que devíamos aproveitar para reconverter, ou no mínimo repensar toda a actividade financeira era esta. Mas não. Apenas sacudimos a poeira e continuamos em frente como se nada fosse. Esta atitude vai-nos reconduzir ao ponto do qual queremos sair, e que desta forma parece ser um ponto sem retorno. Continuamos a acreditar que a maneira para sa...

Crise económica ou crise de valores...??!!

Ora cá estamos mais uma vez, desta feita para nos debruçarmos sobre mais um factor que ajudou a empurrar a economia para o local onde está (na lama…e sem luta....e sem gajas). Ora até que ponto a pressão pelos resultados imediatos contribuiu para o clima de crise que vivemos? Quem estaria interessado no cumprimento desses objectivos? Quem estipulou esses objectivos? O que se pretendia com esses objectivos? Parece-me lógico que os objectivos seriam definidos globalmente pelo "capital" da empresa, aqueles que queriam e querem retorno do seu investimento. Posteriormente em cascata, até chegar ao vendedor ou comercial, o “homem do terreno”. Para o capitalista (entenda-se o dono do capital da empresa, a pessoa que "entrou" com o dinheiro necessário ao inicio/desenvolvimento de um projecto empresarial) o objectivo final é obter retorno do seu investimento, tal como qualquer um de nós que aplica as suas poupanças num D.P. e no final do prazo quer receber o seu juro. Tamb...

CAFÉS E ELEIÇÕES PARTE I

Ora Viva. Cá estou eu novamente, desta feita para falar de 2 assuntos da actualidade: -Eleições -Café. Como se vê, existe uma relação óbvia entre as duas. Ora vamos às eleições. Nestas últimas eleições, o Eng. José Sócrates desiludiu-me. Não pelo resultado desastroso, que foi um facto, mas isso é o menos, mas sim pela sua reacção. Então não é que o Sr. Eng. Reconheceu que de facto os resultados foram uma derrota para o PS e que o PSD ganhou as eleições?????!!!!!!!Mas o que e isto??????!!!!!!! O homem passou-se…. Não é preciso ser-se licenciado em ciência politica para perceber que o Sr. Eng. Meteu a pata na poça. Todos nós sabemos e é elementar para qualquer pessoa, que após as eleições, seja qual for o seu resultado, a reacção de cada partido é afirmar “ estas eleições foram uma vitória para o nosso partido….” Desculpem, mas fiquei confuso......Permitam-me a seguinte questão : - Como é que alguém que tem 10% dos votos pode afirmar que as eleições foram uma vitória?????!!!!!! Lá está b...

RESTRIÇÕES NO ACESSO AO CRÉDITO

“… Se me falarem dos dias de hoje, é de facto mais difícil o recurso ao crédito, ou por outras palavras, este é mais restrito e as entidades bancárias, são mais rigorosas. Verdade, mas pelas piores razões, não só porque as pessoas e empresas já estão sobre endividadas, mas também por dificuldades de liquidez dos próprios Bancos (assunto a que noutro dia voltaremos a falar)….” Ao reler este parágrafo Da minha anterior “divagação”, lembrei-me de falar mais um pouco sobre este assunto. De facto as dificuldades dos Bancos são ainda muitas.Foram ao longo deste últimos tempos encontradas algumas soluções (através do aval dos Estados, através de Nacionalizações, através de aumentos de capitial) e chegamos à conclusão que todas as ajudas são poucas. Com estas ajudas, os Estados pretendiam que as familias e empresas continuassem a ter acesso ao crédito.No caso das familias, através do consumo. No caso das empresas através do investimento. Dois dos principais motores de qualquer economia, para a...
Sinto que a minha vida é demasiado pequena ... não caibo dentro dela...